Eliseu Raimundo – Presidente da Direção

A Associação para o Desenvolvimento Social e Comunitário de Santarém é uma Associação vocacionada para trilhar os caminhos do desenvolvimento local, o qual se entende como sendo o esforço de desenvolvimento que tem uma visão integrada dos problemas de uma determinada zona procurando a melhoria das condições de vida das populações e que procura, para cumprir esses desígnios, saídas assentes na valorização dos recursos disponíveis localmente; no reforço das capacidades das pessoas residentes; na capacidade de atrair ao local outras pessoas e outras culturas; na intensificação das relações de cooperação entre os agentes, tendo em vista a superação dos problemas detetados; na criação de estratégias de ação que permitam, de um modo participado pelas populações, alterar significativamente as condições de partida, nos domínios considerados fundamentais por essa população; e na criação de redes locais, por forma a promover estratégias concertadas de desenvolvimento entre pessoas e territórios com interesses convergentes.

A par destes aspetos, a intervenção da Associação assenta no pressuposto da interiorização de um conceito de desenvolvimento local em que prevaleçam espaços e tempos para as relações entre as pessoas; para a arte, para o lazer e para o divertimento, para as religiões, para a cultura e para o reencontro com a natureza.

Temos ainda presente, ao planearmos a nossa intervenção no local, que o desenvolvimento, para que possa existir, necessita de possuir um sentido centrado num “sentir” coletivo e nos “alentos” de uma região, os quais deverão ser utilizados de uma maneira adequada, de forma a permitir a sua plena participação no processo de desenvolvimento local, o que só se torna possível pela intensificação de ações a favor da educação, da formação profissional, da melhoria da gestão dos recursos humanos; pela facilitação da consciencialização entre as responsabilidades familiares e profissionais; pelo desenvolvimento de ações de sensibilização e de informação; pela realização de medidas destinadas a promover a participação das comunidades locais, no processo de decisão, na vida económica, cultural e social; pela promoção do pensamento colaborativo e o desenvolvimento inteligente, sustentável e inclusivo da sociedade.

O apoio à infância e juventude, incluindo as crianças e jovens em risco e perigo; apoio à família; apoio às pessoas idosas; apoio à integração social e comunitária; proteção social dos cidadãos nas eventualidades da doença, velhice, invalidez e morte, bem como em todas as situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho; educação e formação profissional; promoção da igualdade de género; prevenção e combate às discriminações e; a prevenção e combate à violência doméstica, são valências que ao longo de vinte seis anos de existência têm tido a nossa particular atenção.

É com este espírito, com determinação, entusiasmo e saber, que iremos prosseguir a nossa intervenção na região e em especial no concelho de Santarém.

Eliseu M.N.Raimundo

Presidente da Direção

Creche Ando-Litá

Janeiro

Com o Inverno a chegar,

muito tivemos de trabalhar.

Pedimos a ajuda dos pais,

para a creche decorar.

 

 

Trabalhos realizados em casa com a colaboração dos pais.

 

Fevereiro

Em Fevereiro, o mês do carnaval, pintamos de todas as cores, mascarámo-nos a rigor. Tivemos o convite dos amigos do Jardim de Infância, para irmos lá ver o teatro “O carnaval dos animais”, foi muito divertido. No dia dos namorados e porque somos pequeninos distribuímos corações a quem mais gostamos.

Na nossa festa de carnaval viemos mascarados de casa (de manhã).

À tarde fizemos uma surpresa aos nossos pais – o desfile de carnaval, com máscaras elaboradas na escola.

Março

No mês de Março não estivemos de braços cruzados, fizemos lindas lembranças para os nossos pais babados.

Neste mês recebemos também com muito agrado a visita de dois amigos, vindos da Itália e da India , que vieram conhecer “um dia na nossa creche”.

O Project Edu-Action, foi o responsável por esta boa surpresa.

Maria de Lurdes Farinha – Diretora Executiva

Estou a encarar mais um desafio na minha vida profissional e para levar a bom termo as minhas obrigações e responsabilidades quero contar com todas as pessoas que compõem a ADSCS.

Na sociedade atual todo o ser humano necessita de interagir e cooperar com quem o rodeia uma vez que não vive isolado no mundo devido aos seus limites individuais. Quando existem objetivos comuns são criadas organizações com a finalidade de os alcançar mais facilmente. O ser humano depende das organizações para aprender e trabalhar, isto é, para obter todo o tipo de produtos e serviços que são imprescindíveis no seu dia-a-dia. Assim, podemos afirmar que as organizações são unidades sociais construídas para se obterem objetivos específicos que têm em conta cada vez mais o desempenho das pessoas, não as considerando apenas como simples recursos, mas sim com a capacidade de atingir os objetivos gerais da organização.

Gerir pessoas não é simplesmente orientar procedimentos e rotinas, implica o envolvimento de todos os membros da organização, existindo também um compromisso por parte da organização em ensinar, motivar e investir em mecanismos que promovam a criatividade e a inovação, funcionando estes como fatores de diferenciação. O trabalho em equipa pressupõe o aproveitamento das melhores capacidades de cada um e para que tenha consequências positivas é necessário que a equipa seja coesa e trabalhe em conjunto para alcançar objetivos e para os atingir é necessária motivação.

A motivação é a força motriz que nos orienta para alcançar as metas. Hoje em dia, para introduzir maior dose de motivação, é necessário e de grande importância investir nas pessoas, ampliar a responsabilidade, os objetivos e os desafios das tarefas inerentes ao cargo. Trabalhar em equipa pressupõe ter energia para aceitar e conviver com as diferenças de cada um. É necessário encarar isto como algo enriquecedor, não como um problema mas mais como uma oportunidade para o desenvolvimento pessoal.

Sei das dificuldades que me esperam, mas não sou pessoa de cruzar os braços perante as adversidades. Peço somente um voto de confiança a todos e posso garantir que tentarei fazer tudo o que puder e estiver ao meu alcance para defender os interesses da ADSCS e das pessoas que a integram.

O diálogo estará sempre presente em qualquer decisão a ser tomada e todas as opiniões serão ouvidas e se possível adotadas e quando forem vencidas que o sejam unicamente pela razão das palavras.

Maria de Lurdes Farinha

Diretora Executiva

CLDS 3G

A ADSCS é uma das entidades Locais executoras das ações do CLDS 3G Portaria 179 B/ 2015 de 17 de junho, designado por Projeto “aCrescer”, sendo a parceria também composta pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém e ainda pela Santa Casa da Misericórdia de Alcanede, sendo a APPACDM de Santarém a Entidade Coordenadora da Parceria.

Sendo um projeto de intervenção concelhia, elaborado a partir dos contributos do Plano de Desenvolvimento Social e do Núcleo Executivo do Concelho local de Ação Social e Santarém, têm uma importância estratégica todos as dimensões de intervenção, nomeadamente: sociais, económicos, culturais, educacionais, religiosas e políticos, pelo que a parceria tem sido amplamente alargada a outros atores locais, nomeadamente a CMS as Juntas de Freguesia com especial destaque para a Junta de freguesia de Alcanede e a Junta de Freguesia de Pernes, a Paróquia de Alcanede, o Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques, o Nersant e outras entidades empresarias que têm patrocinado algumas das atividades realizadas.

O Projeto “aCrescer”, financiado pelo Fundo Social Europeu e pelo POISE (Programa Operacional de Inclusão Social e Emprego) e que viu a sua candidatura aprovada através de candidatura ao Portugal 2020, pretende encontrar respostas para diferentes problemáticas identificadas no concelho, estando estruturado em três eixos de intervenção: Eixo 1 – Emprego, formação e qualificação; Eixo 2 - Intervenção Familiar e Parental, preventiva da pobreza infantil; Eixo 3 – Capacitação da Comunidade e das instituições.

Das diversas atividades que se realizarão ao longo dos três anos de duração do CLDS 3G, destacam-se algumas: - Dinamização e funcionamento dos CACI (atendimento e acompanhamento no processo de procura ativa de emprego), - Encaminhamento para apoio técnico no processo de criação do próprio negócio; - Divulgação de circuitos de produção e comercialização de produtores e produtos regionais e/ou locais; - Clube CSI (Criatividade, Sabedoria e Irreverência) Jovem, espaço lúdico e de estimulação de competências diversas, a funcionar nos períodos de interrupções letivas, sendo da maior importância a parceira com a Junta de Freguesia de Alcanede e com o Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques;- Ateliers de capacitação das famílias;- Apoio psicoterapêutico;- Mediação e Terapia Familiar;- Espaço Trocas; - Dinamização de atividades com jovens e ainda dinamização de atividades no Bairro de S. Domingos.

A intervenção deste projeto no território tem uma duração de 36 meses, de outubro de 2015 a outubro de 2018.

O total de população a abranger pelas diversas ações do projeto são 1756 pessoas que inclui: crianças, jovens, desempregados à procura de novo emprego, famílias, empreendedores, comunidade, organizações e empresas do território fazem parte deste universo a incluir nas diferentes atividades.

Obedece a uma metodologia de intervenção baseada em métodos ativos e investigação ação o que significa que os sujeitos participam ativamente na implementação das atividades, podendo por vezes surgir alterações ao inicialmente planificado, em função do diagnóstico contínuo junto dos atores sociais. Em simultâneo consideramos que os métodos e técnicas experimentadas servem em simultâneo para modelizar a intervenção.

Virgínia Figueiredo

 

 

Projeto Oficina da Prevenção

O Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) tem por missão promover a redução do consumo de substâncias psicoativas, a prevenção dos comportamentos aditivos e a diminuição das dependências. Nesse sentido, foi criado o PORI – Plano Operacional de Repostas Integradas, que é uma medida de âmbito nacional ao nível da intervenção integrada na área dos comportamentos aditivos e dependências, que procura potenciar os recursos disponíveis no território nacional, quer através da elaboração de diagnósticos que fundamentem a intervenção, quer da implementação de Programas de Respostas Integradas (PRI).

O PRI é um programa de intervenção específico que integra respostas de diferentes áreas, com alguns ou todos os tipos de intervenção (prevenção, dissuasão, redução de riscos e minimização de danos, tratamento e reinserção) e que decorre dos resultados do diagnóstico de um território identificado como prioritário.

Neste sentido surgiu o projeto Oficina da Prevenção, inserido no Programa de Respostas Integradas (PRI) do concelho de Santarém, promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém desde 2014, que integra na sua equipa uma Psicóloga Educacional, da própria Instituição e uma Técnica Superior de Animação Cultural e Educação Comunitária, da Associação para o Desenvolvimento Social e Comunitário de Santarém.

Para dar resposta às problemáticas identificadas é pertinente continuar a implementar programas de desenvolvimento de competências pessoais e sociais a crianças, adolescentes e jovens, a informar sobre as substâncias psicoativas e os seus efeitos, a desenvolver atitudes mais adaptativas perante os problemas e a informar/sensibilizar os agentes educativos, considerando-se que o contexto escolar é o espaço privilegiado para a realização deste tipo de intervenção.

As mudanças esperadas na intervenção com este tipo de população, prendem- se ao nível do reforço das competências pessoais e sociais nas crianças, adolescentes e jovens nomeadamente a comunicação, cooperação, a tomada de decisão e diminuição dos problemas de comportamento. Ao nível do 3º ciclo pretende-se ainda que os alunos aumentem os seus conhecimentos acerca das substâncias psicoativas de forma a mudar a atitude de banalização dos efeitos e riscos dos consumos.

No que diz respeito aos agentes educativos é desejável um maior envolvimento dos mesmos com a equipa da Oficina da Prevenção nas ações realizadas em meio escolar e muni-los de ferramentas úteis que permitam a utilização de estratégias mais adequadas na abordagem destas problemáticas e na melhoria da relação professor/aluno.

Adotando o modelo de intervenção sistémica é primordial o envolvimento das famílias em ações de informação/sensibilização e no desenvolvimento de um programa de treino de competências familiares, podendo envolver-se igualmente as associações de pais das escolas do 1º ciclo.

No que diz respeito aos contextos, a intervenção será focalizada nas Escolas EB1 de S. Domingos, EB 1 de Vale de Estacas, EB1 dos Combatentes e na Escola EB 2,3 Alexandre Herculano, por serem estes estabelecimentos de ensino a darem resposta às crianças, adolescentes e jovens residentes nas zonas identificadas no diagnóstico.

Está também contemplada a realização de ações de informação e sensibilização para professores e assistentes operacionais, cujos temas surgem das sugestões deixadas pelos mesmos nas ações realizadas no ano letivo passado.

Percebe-se a pertinência de intervir de uma forma sistémica e complementar com os diferentes atores utilizando diferentes tipologias de ações, sejam elas treino de competências, ações de informação e sensibilização, produção de materiais com informação preventiva ou acompanhamento psicossocial, de acordo com as especificidades de cada população, para conseguir alcançar os objetivos previamente definidos.

Parceiros envolvidos:

  • Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano
  • ACES da Lezíria
  • União de Freguesias de Santarém
  • Câmara Municipal de Santarém
  • Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Santarém
  • Instituto Politécnico de Santarém

Maria João Santos